Quantas vezes por semana você trava na hora de cumprir seus compromissos?
As tarefas estão ali, aguardando a sua atenção, mas, por algum motivo, você não quer colaborar. Não quer olhar para elas. Talvez até as deteste ou não concorde com nenhuma.
O problema é que nada disso vai desaparecer ou melhorar sozinho. Qualquer mudança só vai acontecer com uma nova atitude — com uma decisão clara que seja realmente cumprida.
Mesmo as tarefas mais simples e insignificantes representam um pedaço (mesmo que minúsculo) da sua vida. É nelas que você se perde ou se encontra:
- Profissional,
- Afetiva,
- Familiar,
- Intelectual,
- Espiritual,
- Física,
entre outras…
Tudo é moldado pelas pequenas decisões que tomamos todos os dias.
O relógio desperta. O toque desperta também a dor.
A partir do primeiro som, já começamos a lidar com o resultado de todas as decisões tomadas — ou evitadas.
Uma decisão é muito mais do que uma escolha. Na verdade, decidir não é escolher algo, mas cortar tudo o que não é esse algo. Esse entendimento muda tudo.
São mil possibilidades: carreiras, hobbies, livros, esportes… O mundo oferece e divulga tudo o que pode.
Uma pessoa em dúvida tem baixa capacidade de resistir às ofertas e às tendências, porque não consegue decidir. Não consegue cortar.
Quando perguntaram a Michelangelo como conseguiu esculpir uma estátua tão perfeita quanto o David, ele respondeu:
“Observei o mármore e retirei tudo o que não era David.”
Essa é a decisão no seu estado mais poderoso: uma visão clara sobre o que deve acontecer e um corte seco em tudo o que não faz parte dessa visão.
Mas não é fácil ter essa clareza sobre a própria vida. Talvez por isso a maioria das pessoas vá tateando a visão aos poucos, permitindo que certas tarefas e atividades entrem, experimentando um pouco, sentindo o resultado.
As tarefas podem ser o resultado das decisões que tomamos, mas também dos cortes que deixamos de fazer.
Decidir é muito mais próximo de cortar do que qualquer outra coisa.
Existe hoje alguma tarefa que você cortaria? Alguma que precisa executar, mas que não tem qualquer ligação com o que você realmente espera da vida?
Certamente existe. E o problema é que essas tarefas criam raízes, ligam-se a outras, e, para resolver isso, muitas vezes é preciso voltar à base de tudo: ao momento em que você deixou de observar a sua própria vida e passou a aceitar, quase sem pensar, todas as ofertas que o mundo colocava diante de você.
Para fazer escolhas, é preciso deixar ir as outras opções que estão no repertório. O difícil é deixar ir essas outras opções, mesmo que, na maior parte do tempo, não conseguimos ficar com quase nenhuma. As inúmeras opções as quais somos bombardeados, diariamente, nos confunde e dificulta a escolha. A dúvida talvez seja o problema maior.
Muito obrigado, Kátia.
A dúvida é um mal, lutar contra ela sempre vai ser um passo de certeza.
Vamos em frente.