{"id":1192,"date":"2026-09-25T10:58:07","date_gmt":"2026-09-25T13:58:07","guid":{"rendered":"https:\/\/mentalidadedeatleta.com.br\/blog\/?p=1192"},"modified":"2026-10-07T15:06:50","modified_gmt":"2026-10-07T18:06:50","slug":"o-vernaculo-pessoal-battle-cry","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mentalidadedeatleta.com.br\/blog\/o-vernaculo-pessoal-battle-cry\/","title":{"rendered":"VERNACULO PESSOAL (BATTLE CRY)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estou lendo um relato de Bill Walsh, um dos grandes t\u00e9cnicos da NFL no per\u00edodo entre 1980 e 1990. Ele ganhou tudo com o San Francisco 49ers, mas o come\u00e7o n\u00e3o foi uma maravilha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos primeiros dois anos ele n\u00e3o s\u00f3 perdeu, como no segundo ano bateu o recorde de derrotas da NFL naquele tempo. Confesso que, ao ler o livro, nesse momento, fiquei mais impressionado com a atitude do presidente do clube do que com a do pr\u00f3prio Bill. O presidente bancou a aposta e eles entraram no terceiro ano com muitas cr\u00edticas. Mas quem acompanhava o trabalho sabia que alguma coisa muito boa estava por vir. Enfim, depois do segundo ano eles venceram tudo durante 5 anos seguidos, e muito se atribui ao papel de Bill Walsh.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9todo dele era simplesmente cuidar do processo e deixar o resultado cuidar de si mesmo. Mas, claro, muitos detalhes est\u00e3o contidos dentro desse pacote. Entre eles, o vern\u00e1culo do time.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como l\u00edder, ele sabia que suas ideias precisavam ser incutidas em toda a estrutura do clube. Algumas frases eram repetidas a cada reuni\u00e3o para que todos soubessem sem precisar se esfor\u00e7ar para lembrar. Entre elas: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>\u201cN\u00e3o serei superado em rebatidas em nenhum momento desta temporada.\u201d <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao que consta, essa frase era pronunciada pelos integrantes da equipe em momentos de crise, o que acionava uma condi\u00e7\u00e3o mental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A repeti\u00e7\u00e3o faz a for\u00e7a. Essa condi\u00e7\u00e3o mental era acionada pela frase, mas tamb\u00e9m pelo trabalho que ela implicava no dia a dia. Bill conseguiu incutir essa e algumas outras frases. Uma a\u00e7\u00e3o consciente, estrat\u00e9gica, pensada e trabalhada para gerar resultados. E cada pessoa possui esse tipo de frase, ou comando emocional, instalado em si. Mas, como n\u00e3o recebemos milh\u00f5es de d\u00f3lares para pensar sobre isso, vamos levando sem nos darmos conta. Podemos ter boas frases, mas muitas delas podem ser pris\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ler o livro, percebi que no meu tempo de m\u00fasico havia uma frase que rondava o meu imagin\u00e1rio. Ela n\u00e3o era muito bem formulada, mas eu consigo, hoje, perceber que ela exerceu efeito duradouro, por mais de 10 anos: \u201cEu n\u00e3o poderia ser superado por ningu\u00e9m pr\u00f3ximo ao meu raio de a\u00e7\u00e3o.\u201d E eu estudei, pratiquei desesperadamente. Em uma ocasi\u00e3o, passei em frente a um bar em que eu tocava com frequ\u00eancia e um baixista simplesmente fenomenal, simplesmente muito melhor do que eu, estava tocando. A noite acabou ali. Acordei triste, deprimido como s\u00f3 um jovem consegue ficar, e liguei para um colega de banda com a ideia de desabafar, e ele logo disse: \u201cCara, tu viu que a banda do Alexandre Pires foi dar uma canja l\u00e1 no JG?\u201d (JG era o bar, e o baixista da banda do Alexandre Pires era o Cl\u00e1udio Rosa, um fen\u00f4meno do baixo). Aquela informa\u00e7\u00e3o me aliviou e eu pude seguir normalmente dentro daquela minha pequena bolha, sem ser importunado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu fui guiado por essa frase, e tenho outros exemplos, mas todas elas fizeram morada em minha mente sem que eu as tivesse avaliado e considerado qualquer coisa. Talvez seja a juventude, talvez. Mas deve haver um modo de incutir bons comandos que nos levem para onde devemos ir, que nos impulsionem para vencer os inimigos que costumam nos importunar. Eu vou pensar mais sobre isso: o vern\u00e1culo do time, o vern\u00e1culo pessoal, pode ser trabalhado e pensado com o poder da raz\u00e3o que Deus nos deu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou lendo um relato de Bill Walsh, um dos grandes t\u00e9cnicos da NFL no per\u00edodo entre 1980 e 1990. Ele ganhou tudo com o San Francisco 49ers, mas o come\u00e7o n\u00e3o foi uma maravilha. 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