O jiu-jitsu tem crescido no Brasil e no mundo, e esse crescimento passa pela prática infantil dessa arte marcial. Uma cultura só floresce quando começa pelas crianças.
Décadas atrás, quando o brasileiro ainda tinha as ruas como espaço para brincar e jogar bola, o futebol imperava. Uma única bola tinha o poder de entreter dezenas de crianças. Mas as ruas foram tomadas por uma névoa de insegurança e deixaram de ser um lugar atraente para a prática esportiva.
O futebol foi, aos poucos, deixando uma lacuna. Mas a cultura não aceita vácuo, e as telas entraram com força, ocupando o tempo que restava.
Hoje, uma das maiores preocupações dos pais é o impacto dessas telas. Como resultado, vemos a falta de foco, a dificuldade de lidar com frustrações e a perda de coordenação motora.
O jiu-jitsu surge como um apoio indispensável. Nele, a criança desenvolve o corpo físico, mas, antes de tudo, aprende a lidar com as próprias emoções e com a realidade imediata.
Um dos grandes problemas do mundo digital é que tudo nele é superlativo: cores vibrantes, narrações aceleradas, cortes frenéticos que não dão espaço para respirar.
Condicionadas por esse ritmo, as crianças chegam ao tatame ansiando por estímulo constante. Eis a primeira barreira que qualquer educador enfrenta hoje: como prender a atenção e, ao mesmo tempo, instruir com rigor?
Na busca por soluções, percebemos que dominar palavras e conceitos básicos é a chave para que princípios mais complexos sejam assimilados. Mas isso exige método, estrutura e ferramentas.
Foi aí que Gustavo Casarin, nosso aluno em fase final de análise de sistemas, propôs transformar a metodologia que já aplicamos na Ducks Jiu-Jitsu em software.
Boas ideias encontram seu maior teste na execução, em especial no desafio de estruturar um plano anual de ensino claro e progressivo. Ontem nos reunimos mais uma vez para alinhar os detalhes desse desenvolvimento.
Em breve, essa ferramenta estará ativa, dando suporte direto aos nossos professores na formação dessas crianças.
Duck-Duck – Booom!